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Radar de Negócios: Replan tem alta de 12% no refino, reforma tributária preocupa e BRZ expande em Paulínia

Refinaria de Paulínia atinge 17,4 milhões de m³ de derivados e se aproxima de recorde histórico; pesquisa do Ciesp aponta apreensão fiscal na indústria e construtora projeta VGV de R$ 252 milhões.

Marcelo OliveiraMarcelo Oliveira3 min de leitura

Replan registra alta na produção e refino de derivados

Com a maior eficiência operacional nos campos do pré-sal, a entrada em atividade de novas plataformas marítimas e ganhos logísticos, o refino de petróleo no país mantém curva ascendente mês a mês. Maior unidade de processamento da Petrobras, a Refinaria de Paulínia (Replan) reflete com clareza esse desempenho. Localizada na Região Metropolitana de Campinas (RMC), a planta industrial alcançou um salto de 12,1% na produção de derivados de petróleo no acumulado de janeiro a agosto de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Volume acumulado no ano pode superar marca histórica de 2013

Nos primeiros oito meses de 2026, a Replan atingiu o processamento acumulado de 17,4 milhões de metros cúbicos de derivados, volume que posiciona a refinaria perto de estabelecer um novo recorde anual em sua trajetória. A maior marca da série histórica foi obtida em 2013, com 24,9 milhões de m³. O diesel figurou como o principal motor do crescimento: entre janeiro e agosto, foram produzidos 8,02 bilhões de litros do combustível em Paulínia, um avanço expressivo de 22,1% sobre o volume apurado no mesmo intervalo de 2025.

Reforma tributária preocupa 55% das indústrias da região de Campinas

Com a proximidade do cronograma de transição da reforma tributária, o ambiente empresarial regional expressa cautela. Sondagem conduzida pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) Regional Campinas revela que as alterações na política fiscal e tributária figuram entre as maiores apreensões para 55% dos industriais locais. Outros 18% das companhias apontam incertezas quanto à governabilidade e à estabilidade institucional — entendidas como a previsibilidade das diretrizes públicas e a tramitação das pautas de competitividade do setor produtivo — como fatores de atenção para os investimentos.

Importações e exportações sustentam crescimento no comércio exterior

Mesmo diante de tarifas e barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos a segmentos da pauta brasileira, a corrente de comércio internacional das indústrias da região de Campinas preservou trajetória positiva no acumulado do ano. Levantamento do Departamento de Comércio Exterior do Ciesp-Campinas aponta crescimento até agosto tanto nas exportações (+4,97%, totalizando US$ 2,4 bilhões) quanto nas importações (+1,59%, alcançando US$ 9,6 bilhões), confirmando a resiliência do parque industrial regional.

ACIC projeta 14 mil contratações temporárias em Campinas

O comércio e o setor de serviços de Campinas devem registrar um acréscimo de 4,5% nas contratações temporárias para as vendas de fim de ano em relação a 2025. A estimativa foi divulgada pela Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC), que projeta a abertura de 14 mil postos de trabalho para suprir o aumento de fluxo em datas como Dia das Crianças, Black Friday, Natal e festividades de Ano Novo.

Mercado imobiliário: BRZ expande lançamentos em Paulínia

O mercado imobiliário regional segue em ritmo acelerado, superando os desafios das taxas de juros nos financiamentos. Pouco mais de um ano após iniciar operações em Paulínia, a BRZ Empreendimentos anunciou uma nova fase de expansão residencial na cidade para o encerramento de 2026. Somando o empreendimento já lançado e o segundo em fila de aprovação, a construtora calcula um Valor Geral de Vendas (VGV) na faixa de R$ 252,2 milhões, elegendo o município como praça estratégica para seu crescimento na RMC.

(Marcelo Oliveira / Especial para o SPASSO Cidades)

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