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Prevenção à leptospirose é reforçada em bairros atingidos por alagamentos em Sumaré

Equipes da Vigilância em Saúde de Sumaré percorreram nesta segunda-feira (14) bairros atingidos por recentes alagamentos para orientar moradores sobre a prevenção e os sintomas da leptospirose. A ação visitou famílias da Vila Diva, Três Pontes, Primavera, São Domingos e da Rua Crenac com recomendações para a limpeza das casas e descarte de alimentos.

3 min de leitura
Profissionais da Vigilância em Saúde de Sumaré orientam moradores sobre prevenção à leptospirose

Visitas domiciliares e acolhimento

A Secretaria Municipal de Saúde de Sumaré intensificou as orientações à população sobre os riscos de contaminação por leptospirose em áreas que enfrentaram alagamentos recentes. Nesta segunda-feira (14), equipes multidisciplinares da Vigilância em Saúde percorreram os bairros Vila Diva, Três Pontes, Primavera, São Domingos e o entorno da Rua Crenac, levando informações preventivas, atendimento e suporte direto às famílias impactadas pelas cheias.

A iniciativa reuniu profissionais das vigilâncias Sanitária, Epidemiológica e do Centro de Controle de Zoonoses. “A prevenção começa com informação clara e cuidado diário. Nossas equipes estão presentes junto às comunidades para esclarecer dúvidas e diminuir os riscos de doenças transmissíveis. Evitar o contato desprotegido com a água e a lama residual é indispensável, assim como buscar assistência médica imediata diante de qualquer sintoma suspeito”, destacou a secretária adjunta de Saúde, Denise Barja.

Transmissão e sintomas de alerta

A leptospirose é uma infecção bacteriana aguda causada por micro-organismos do gênero Leptospira, transmitida pelo contato da pele — principalmente através de pequenos cortes ou arranhões — ou mucosas com água e lama contaminadas pela urina de roedores urbanos.

Os primeiros sintomas costumam surgir entre 5 e 14 dias após a exposição (podendo se manifestar em até 30 dias). Os sinais mais recorrentes incluem febre repentina, dor de cabeça, vômitos, diarreia e dores musculares intensas, com predomínio na região das panturrilhas, além de icterícia (pele e olhos amarelados). Por se tratar de enfermidade que pode evoluir para quadros graves, quem teve contato com enchentes deve procurar uma unidade de saúde ao menor sinal e relatar a exposição aos profissionais de atendimento.

Cuidados na limpeza e desinfecção

O poder público municipal orienta que os cidadãos evitem pisar ou manusear diretamente a lama dos alagamentos. Durante os trabalhos de higienização das residências, é indispensável calçar botas e luvas de borracha. Na ausência desses itens de proteção, a recomendação é improvisar barreiras com sacos plásticos duplos e bem amarrados nas mãos, braços, pés e pernas.

Para a desinfecção adequada de pisos, paredes, bancadas e utensílios domésticos que entraram em contato com a água suja, deve-se aplicar solução de água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%). A proporção indicada pelos sanitaristas é de duas xícaras de chá (cerca de 400 ml) do produto para cada balde de 10 litros de água tratada ou fervida, permitindo que a solução atue nas superfícies por no mínimo 30 minutos antes do enxágue.

Atenção e descarte de alimentos

Todos os alimentos perecíveis e produtos industrializados embalados em papel, papelão ou plástico flexível que foram atingidos pela água das enchentes devem ser descartados no lixo comum, pois não oferecem segurança para consumo. Apenas embalagens de vidro lacradas ou latas de alumínio sem ferrugem, estufamento ou amassados podem ser higienizadas externamente com a solução clorada antes de serem abertas.

Em caso de manifestação de sintomas, os moradores devem procurar o quanto antes a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima.

(Fonte: Secretaria Municipal de Saúde / Prefeitura de Sumaré)

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