Polícia Civil apura denúncia de assédio sexual contra médico durante exame em Sumaré
A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) investiga uma denúncia de assédio sexual registrada por uma mulher de 37 anos contra um médico de 50 anos em Sumaré. O episódio teria ocorrido durante a realização de um exame vascular em uma clínica localizada na região central da cidade na última segunda-feira (21).

A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) investiga uma denúncia de assédio sexual registrada por uma mulher de 37 anos contra um médico de 50 anos em Sumaré. O episódio teria ocorrido durante a realização de um exame vascular em uma clínica localizada na região central da cidade na última segunda-feira (21).
Relato registrado no boletim de ocorrência
Conforme informações registradas no boletim de ocorrência, a paciente procurou a unidade especializada da Polícia Civil após o procedimento médico e relatou que o profissional teria tocado suas pernas e avançado as mãos em direção às suas partes íntimas durante o exame de Doppler colorido venoso dos membros inferiores.
Ainda de acordo com o relato formalizado junto às autoridades, a mulher informou ter tentado se movimentar na maca como forma de repelir a conduta e manifestar contrariedade, declarando ter se sentido profundamente constrangida com a situação.
Investigação policial e apuração dos fatos
O caso está sob investigação da Polícia Civil por meio da delegacia especializada. O procedimento realizado — Doppler colorido dos membros inferiores — é um exame diagnóstico por ultrassom utilizado para avaliar o fluxo sanguíneo em veias e artérias das pernas e, por sua natureza, exige contato do transdutor em diferentes pontos dos membros inferiores.
A apuração policial deverá colher depoimentos e analisar as circunstâncias técnicas do atendimento para averiguar se houve conduta de cunho sexual. Os dados divulgados pelas autoridades policiais não revelam a identidade do médico nem da clínica médica onde o exame foi realizado.
Por se tratar de apuração preliminar em andamento, a Polícia Civil ressalta que o registro do boletim de ocorrência reflete a queixa da paciente, cabendo às investigações esclarecer a materialidade dos fatos e a conduta dos envolvidos sob o princípio constitucional da presunção de inocência.
(Da Redação)
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