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Paralisação de ônibus atinge 18 linhas em Paulínia e frota é normalizada após pagamento

Motoristas interromperam operação na madrugada cobrando salários atrasados; empresa alegou falha no sistema bancário e prefeitura diz que repasses estão em dia.

3 min de leitura
Paralisação de ônibus atinge 18 linhas em Paulínia e frota é normalizada após pagamento

O transporte público de Paulínia amanheceu parcialmente paralisado nesta quarta-feira (9) após motoristas interromperem as atividades para cobrar o pagamento de salários atrasados e melhores condições de trabalho. A mobilização atingiu 18 linhas municipais, deixou pontos lotados e prejudicou passageiros que dependiam dos ônibus para chegar ao trabalho e às escolas.

Impacto nas linhas e retorno da frota

A paralisação começou durante a madrugada e terminou por volta das 8h, depois que os salários foram creditados aos trabalhadores. De acordo com os motoristas, os pagamentos estavam atrasados desde a semana passada.

Durante as primeiras horas da manhã, o impacto da paralisação recaiu diretamente sobre a população. Passageiros encontraram pontos cheios e tiveram dificuldades para realizar os deslocamentos justamente em um dos períodos de maior demanda do transporte coletivo.

Versão da concessionária e queixas trabalhistas

Além da questão salarial, os funcionários afirmam que existem problemas relacionados às condições de trabalho e aguardam uma reunião com a MoV Paulínia, concessionária responsável pela operação do transporte municipal. Trabalhadores também relataram que teriam recebido ameaças de demissão caso participassem da paralisação.

A MoV afirmou que o atraso dos salários ocorreu devido a uma falha no processamento do sistema bancário. Segundo a concessionária, os funcionários haviam sido comunicados sobre o problema no dia anterior e os valores foram creditados por volta das 7h desta quarta-feira. A empresa afirmou ainda que, por esse motivo, não esperava que os trabalhadores interrompessem as atividades.

Com o pagamento realizado, os motoristas retornaram ao trabalho e a frota voltou às ruas. A normalização, entretanto, não elimina as demais reivindicações apresentadas pelos funcionários, que afirmam esperar uma manifestação da empresa sobre as condições enfrentadas no trabalho.

Posicionamento da Prefeitura de Paulínia

A Prefeitura de Paulínia informou que acompanhou a situação, mas classificou a paralisação como irregular. A administração também destacou que mantém em dia os pagamentos feitos às empresas responsáveis pelos serviços de transporte urbano e escolar.

A manifestação da Prefeitura procura afastar a possibilidade de que o atraso salarial tenha sido provocado por falta de repasses do município. A responsabilidade pelo atraso, conforme a explicação apresentada pela concessionária, estaria relacionada ao processamento bancário dos pagamentos aos funcionários.

Fiscalização do contrato e interesse público

O episódio, porém, evidencia uma situação em que o problema entre trabalhadores e concessionária rapidamente se transforma em problema público. Embora a operação seja realizada por uma empresa contratada, é a população que depende diariamente do serviço municipal e sofre imediatamente quando a estrutura deixa de funcionar.

Da mesma forma, as reivindicações dos motoristas não se encerram com a regularização dos salários. As reclamações sobre condições de trabalho e as alegações de ameaças de demissão ainda precisam ser esclarecidas pela concessionária.

Paulínia possui elevada capacidade financeira e mantém o transporte coletivo por meio de contratação pública. Cabe ao município, portanto, não apenas manter seus próprios pagamentos em dia, mas fiscalizar se a empresa responsável pelo serviço cumpre adequadamente suas obrigações e oferece condições para que a operação seja mantida com regularidade.

A paralisação durou poucas horas, mas foi suficiente para atingir 18 linhas e comprometer o início do dia de centenas de passageiros. O salário acabou pago e os ônibus voltaram às ruas. As demais questões levantadas pelos trabalhadores, entretanto, continuam à espera de respostas.

(Da Redação)

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