Linha 652 acumula atrasos, superlotação e ônibus quebrado entre Sumaré e Unicamp
Passageiros pagam tarifa de R$ 7,25 em trajeto metropolitano com queixas crônicas; Artesp abre processo administrativo contra o Consórcio Bus+.

Os problemas no transporte metropolitano voltaram a atingir passageiros de Sumaré. Desta vez, as reclamações se concentram na linha 652, que liga o município à Unicamp, em Campinas, e que há semanas é alvo de queixas por atrasos, falta de veículos e superlotação.
A situação voltou a ganhar repercussão após reportagem da EPTV mostrar as dificuldades enfrentadas pelos usuários. Nesta semana, a quebra de um dos ônibus agravou um problema que, segundo os passageiros, já fazia parte da rotina da linha.
Pane mecânica e histórico de queixas
Imagens feitas pelos próprios usuários mostram o veículo parado por problemas mecânicos a poucos metros de um ponto onde deveria embarcar passageiros para prosseguir viagem. Segundo os relatos, o ônibus já estava atrasado antes da quebra, aumentando ainda mais o tempo de espera.
A falha mecânica, entretanto, aparece como apenas mais um episódio dentro de uma sequência de reclamações. Passageiros afirmam que os horários previstos não são cumpridos e que, quando o ônibus finalmente chega, frequentemente já está superlotado. Há usuários que relatam que sequer conseguem embarcar e precisam aguardar o próximo veículo.
Impacto na ligação entre Sumaré e Unicamp
A situação é especialmente problemática por se tratar de uma ligação com a Unicamp, utilizada por estudantes, trabalhadores e pessoas que dependem do transporte coletivo para cumprir compromissos em Campinas. Um atraso no início do trajeto pode representar perda de aulas, horários de trabalho, consultas e outros compromissos.
A tarifa da linha custa R$ 7,25. O pagamento, entretanto, não tem sido acompanhado da regularidade esperada pelos passageiros. As reclamações indicam que o usuário paga pelo serviço sem ter garantia de pontualidade, espaço para embarcar ou mesmo de que o ônibus previsto passará no horário estabelecido.
O problema da linha 652 também não pode ser tratado como um episódio isolado provocado simplesmente pela quebra de um veículo. Passageiros afirmam que atrasos e superlotação já vinham ocorrendo havia semanas. A pane desta semana apenas intensificou uma situação considerada crônica pelos usuários.
Processo administrativo da Artesp contra concessionária
O Consórcio Bus+, responsável pela operação, não se pronunciou sobre as reclamações apresentadas na reportagem. A ausência de explicações volta a chamar atenção diante da recorrência dos problemas registrados no transporte metropolitano que atende Sumaré.
Já a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) informou ter conhecimento das reclamações relacionadas à linha 652. Segundo a agência, as fiscalizações sobre a operação foram intensificadas e um processo administrativo foi instaurado contra o Consórcio Bus+ por descumprimento contratual.
A abertura do procedimento demonstra que as reclamações chegaram ao órgão responsável pela fiscalização, mas também aumenta a cobrança por resultados concretos. Para quem depende diariamente da linha, a questão não é apenas saber se a empresa está sendo fiscalizada, mas quando o serviço voltará a funcionar de maneira regular.
Cobrança política e responsabilidade do Estado
O caso da linha 652 se soma a outros episódios recentes envolvendo o transporte metropolitano de Sumaré, marcado por reclamações sobre atrasos, intervalos, lotação e quantidade de veículos. A própria Câmara Municipal já havia aprovado uma moção de repúdio à Artesp diante dos problemas enfrentados pelos passageiros.
Com um processo administrativo instaurado e a fiscalização intensificada, a responsabilidade agora está também sobre o Estado para fazer com que as obrigações contratuais sejam efetivamente cumpridas. Enquanto isso não acontece, quem absorve as consequências diariamente é o passageiro, que paga R$ 7,25 e continua sem saber se o ônibus chegará no horário ou se haverá espaço para embarcar.
(Da Redação)
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