Em Nova Odessa, os auditores encontraram uniformes escolares guardados em almoxarifado sem que houvesse distribuição aos alunos. A fiscalização também apontou a ausência do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros e a presença de extintores de incêndio vencidos no local.
Segundo o Tribunal, a falta de certificação de segurança representa risco direto, sobretudo em espaços que concentram grande volume de materiais.
Diante das irregularidades, o órgão informou que a Prefeitura será notificada e que o Corpo de Bombeiros também deve ser acionado para as providências necessárias.
A ausência de certificação de segurança representa risco direto, especialmente em locais que concentram grande volume de materiais.
Em resposta, a administração municipal afirmou que os uniformes encontrados seriam remanescentes do ano anterior e que a nova distribuição está prevista para maio. Sobre as falhas estruturais, informou que medidas já estão sendo adotadas para regularizar a situação.
A fiscalização também apontou problemas em outras cidades da região, como Cosmópolis, onde foram constatadas falhas no controle de estoque e armazenamento inadequado de materiais, incluindo livros danificados por infiltração.
O cenário, segundo o próprio Tribunal, não é isolado e reflete dificuldades recorrentes na gestão logística de insumos educacionais. Realizada simultaneamente em centenas de cidades, a operação mobilizou mais de 300 auditores e deve resultar em um relatório detalhado com os apontamentos.
O objetivo da ação é verificar se os recursos públicos destinados à educação estão, de fato, chegando aos alunos de forma adequada e em condições apropriadas.
Os dados revelados pela fiscalização reforçam a necessidade de maior rigor na gestão pública, especialmente em áreas sensíveis como a educação básica. Mais do que a aquisição de materiais, o desafio está na organização, armazenamento e distribuição eficiente, garantindo que os recursos cumpram sua função social sem desperdícios ou riscos.
