Spasso Cidades
Empregos

Construção civil padroniza planos de carreira com salários de até R$ 20 mil

Parceria entre SindusCon-SP, Fiesp e Senai-SP cria 7 níveis de evolução profissional e cursos em canteiros de obras para atrair trabalhadores.

3 min de leitura
Diretores do SindusCon-SP reunidos para o lançamento do programa Trilhas Profissionais da Construção
Marcio Benvenutti (diretor regional Campinas) e Yorki Estefan (presidente do SindusCon-SP) durante apresentação do programa Trilhas Profissionais (Foto: Divulgação / Roncon & Graça Comunicações)

A indústria da construção civil brasileira dará um passo histórico na modernização das relações de trabalho. No próximo dia 2 de setembro, no salão nobre da Fiesp, em São Paulo, serão lançadas oficialmente as Trilhas Profissionais da Construção — programa inédito de gestão de pessoas que padroniza os planos de carreira no setor, independentemente da construtora em que o trabalhador atue.

Lançamento na Fiesp e parceria inédita com Senai-SP

A iniciativa foi desenvolvida em conjunto pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP), Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP) e Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário (Feticom).

O projeto responde ao maior gargalo do setor: a escassez de mão de obra qualificada. Embora o segmento ofereça um dos melhores pisos salariais de entrada do mercado formal (remuneração média inicial em torno de R$ 2,4 mil, alcançando entre R$ 15 mil e R$ 20 mil para mestres de obras em São Paulo), a ausência de uma trajetória de crescimento transparente dificultava a atração e a retenção de talentos.

Sete linhas de atuação técnica e salários de até R$ 20 mil

O novo modelo estrutura as profissões em sete linhas de atuação técnica e sete níveis de evolução hierárquica, fixando critérios objetivos de qualificação técnica, tempo de experiência e certificação homologada para orientar a ascensão de cada profissional.

Atualmente, a multiplicidade de cargos e nomenclaturas diferentes entre as empresas dificultava a mobilidade e o reconhecimento do trabalhador. Com as Trilhas, cria-se uma rota clara de crescimento contínuo.

Atualização de nomenclaturas e qualificação nos canteiros

O programa também atualiza as nomenclaturas tradicionais de funções, substituindo designações genéricas por termos alinhados às competências modernas — como Assistente de Produção e Oficial de Produção —, com proposta de atualização na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) do Ministério do Trabalho.

As construtoras financiarão a capacitação dos operários por meio da estrutura do Senai-SP. Os cursos ocorrerão preferencialmente dentro dos próprios canteiros de obras, com duas horas semanais da jornada de trabalho dedicadas ao aprendizado prático e teórico.

Projeto-piloto com 30 empresas antes da expansão nacional

A implantação inicial ocorrerá por meio de um projeto-piloto de 12 meses envolvendo dez construtoras e vinte empreiteiras parceiras (totalizando 30 empresas). Após a consolidação, a metodologia será inserida nas convenções coletivas de trabalho do Estado de São Paulo e expandida nacionalmente pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

“O SindusCon-SP e seus parceiros entregam a maior iniciativa de valorização do trabalhador da construção civil. Queremos mostrar perspectivas reais de futuro para atrair jovens da geração Z, mulheres e profissionais que estão na informalidade”, destacou o presidente do SindusCon-SP, Yorki Estefan.

Visão regional em Campinas e retenção de talentos

O diretor da Regional Campinas do SindusCon-SP, Marcio Benvenutti, ressaltou o impacto regional:

“A construção civil entra em uma nova fase no Estado de São Paulo com profissões como instalador de formas, instalador de sistemas de ar, impermeabilizador, eletricista, armador e instalador hidráulico certificados pelo Senai. Isso elevará o desenvolvimento de carreiras e a produtividade das obras em toda a nossa região”, afirmou Benvenutti.

Para o diretor do Deconcic/Fiesp, Newton Cavalieri, a diretora de unidade do Senai-SP, Camila Pimenta, e o presidente da CPRT/CBIC, David Fratel, o programa combaterá a alta rotatividade do setor e preparará a indústria para um novo patamar de industrialização e mecanização.

(Fonte: Roncon & Graça Comunicações)

CompartilharWhatsAppFacebookX / Twitter

Comentários

Participe da conversa

Entre para comentar

Escolha Google ou receba um código no seu e-mail.

Veja Também