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Construção civil cresce 0,6% no 1º semestre e aposta no Minha Casa Minha Vida na região de Campinas

Balanço do SindusCon-SP e FGV IBRE aponta alta no emprego e no consumo de cimento; escassez de mão de obra qualificada segue como principal desafio do setor.

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Construção civil cresce 0,6% no 1º semestre e aposta no Minha Casa Minha Vida na região de Campinas

O SindusCon-SP realizou em conjunto com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) a Reunião de Conjuntura Econômica de agosto, que acompanha o desempenho da construção civil e reúne indicadores de atividade, emprego, custos, crédito e mercado imobiliário. Na abertura, o presidente executivo do SindusCon-SP e responsável pela área econômica, Eduardo Zaidan, comentou que tem a sensação de que o país está entrando em um “inverno econômico”, com vários indicadores mostrando que o nível de atividade está baixando.

Cenário na Regional Campinas

Na avaliação do diretor da Regional Campinas do SindusCon-SP, Marcio Benvenutti, a reunião de Conjuntura mostrou projeção para os próximos meses, indicando um crescimento moderado para 2026. Quanto à mão de obra, ele afirmou que continua ainda como um grande problema, principalmente a qualificada. O SindusCon-SP nesse sentido tem parceria com o Senai para a melhoria dessa qualificação.

“O programa Minha Casa Minha Vida, na região de Campinas, ainda é um ponto forte, que poderá dar sustentabilidade para as obras nesse segundo semestre do ano. Continuamos com a projeção de que possivelmente teremos um segundo semestre melhor”, explicou Benvenutti.

PIB da construção e mercado de trabalho

Na apresentação do balanço do primeiro semestre, Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da FGV IBRE, apontou que a estimativa do crescimento do PIB da Construção Civil para o 1º semestre de 2026, sobre igual período do ano passado, é de 0,6%. O resultado veio acompanhado de alta no emprego da construção, no rendimento médio e no consumo de cimento. Na outra ponta, a produção física de materiais recuou e o volume de vendas no varejo caiu no período.

O emprego na construção cresceu 3% no Brasil entre dezembro de 2025 e junho de 2026. Em São Paulo, o número de trabalhadores com carteira assinada avançou 2,1% no mesmo período. Entre as regionais do SindusCon-SP, o desempenho também foi desigual. Lideraram o crescimento as regionais de Santos, Sorocaba e São José do Rio Preto. Também fecharam o período com crescimento São Paulo (capital), Mogi das Cruzes e Santo André. Na outra ponta, houve retração em Ribeirão Preto, Campinas, Bauru, São José dos Campos e Presidente Prudente.

No primeiro semestre, o consumo de cimento no Brasil cresceu 2,3%. Todas as regiões registraram aumento, com exceção do Sudeste, principal mercado consumidor do país, que ficou estável no período.

Sondagem aponta escassez de profissionais

A Sondagem da Construção mostrou que a escassez de mão de obra qualificada continua entre os principais fatores que limitam a melhora dos negócios. Na série mais recente, de julho de 2026, o item foi apontado por 37,9% das empresas, seguido pelo custo de mão de obra (24,0%), demanda insuficiente (23,3%), competição no próprio setor (22,9%) e custo de matéria-prima (16,7%).

Para o presidente do SindusCon-SP, Yorki Estefan, o cenário também se reflete nas decisões de investimento. “Para o futuro, se a Caixa Econômica Federal não entrar no crédito para habitação de média renda, vamos continuar praticamente no mesmo lugar ou ter uma evolução muito gradativa, que fica dependendo da queda dos juros”, destacou.

Cenário macroeconômico e debate eleitoral

O economista da FGV, Robson Gonçalves, abordou o cenário internacional e a economia brasileira. A projeção do Boletim Focus apresentada para o PIB brasileiro em 2026 é de 1,98%. Sobre o período eleitoral, Gonçalves afirmou que a política habitacional deveria ser um tema sobre o qual os candidatos à Presidência deveriam se manifestar.

“Estamos presenciando algo muito particular nestas eleições. Nenhum dos candidatos à Presidência tem apresentado propostas ou colocado no centro do debate temas como a economia e a política habitacional, fundamentais para o país. O ideal seria discutir o que foi feito, o que pretendem fazer e o que pode ser aprimorado. Mas esse debate não está acontecendo. A ausência de propostas sobre habitação e financiamento gera perplexidade. O empresariado não tem como estar satisfeito”, finalizou Gonçalves.

Fonte: Roncon & Graça Comunicações

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