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Com R$ 11,5 bilhões em investimentos, setor de parques amplia busca por gestores especializados

Com 143 milhões de visitantes e R$ 11,5 bilhões em aportes projetados no país, mercado de entretenimento demanda capacitação executiva integrada.

3 min de leitura
Profissionais e executivos reunidos no painel do SINDEPAT Summit
Parte do corpo docente, da esquerda para a direita: Robert Ferreira, Ana Schimidt, Cyntia Carneiro, Marina Agibert, Talita Uzêda e Maguil Marsilio

O crescimento do mercado brasileiro de parques temáticos, atrações turísticas e entretenimento começa a evidenciar um desafio estrutural que acompanha a expansão dos negócios: a formação de gestores preparados para conduzir operações cada vez mais complexas e multidisciplinares.

Dados da quarta edição do Panorama Setorial de Parques, Atrações Turísticas e Entretenimento no Brasil — realizado pelo SINDEPAT e pela ADIBRA — apontam que o segmento recebeu 143 milhões de visitantes em 2025, um avanço de 4,8% em relação ao ano anterior. O mapeamento identificou 869 empreendimentos em atividade e R$ 11,5 bilhões em investimentos programados para os próximos anos, dos quais R$ 7,1 bilhões estão diretamente vinculados a novos projetos.

Demanda por visão integrada de hospitalidade e negócios

Para Marina Agibert, especialista em turismo, entretenimento e desenvolvimento de negócios e fundadora da Sparky, o ritmo acelerado do setor exige profissionais com capacidade de conectar áreas distintas de uma mesma operação.

“O setor de parques e atrações reúne características muito particulares. É uma operação viva que envolve experiência do visitante, hospitalidade, segurança operacional, vendas, marketing, gestão de pessoas, finanças e tecnologia de ponta. À medida que os empreendimentos se expandem, cresce a necessidade de gestores com visão estratégica abrangente”, avalia a especialista.

Formação específica aproxima teoria e prática de mercado

Para suprir essa carência do mercado, a Universidade de Caxias do Sul (UCS), em cooperação com a Associação Brasileira de Parques e Atrações (ADIBRA) e o Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (SINDEPAT), estruturou a pós-graduação executiva em Gestão de Parques e Atrativos Turísticos, que chega à sua quarta turma.

Com carga horária de 360 horas, o curso combina fundamentos acadêmicos com o dia a dia prático de grandes atrações, contando com corpo docente formado por executivos do segmento. “Buscamos trazer professores em plena atividade profissional para reduzir a distância entre a teoria e a rotina dos parques”, pontua o coordenador da formação, Dr. Maguil Marsilio.

Da sala de aula para a operação dos grandes parques

Profissionais que atuam na linha de frente de grandes complexos destacam o impacto imediato da qualificação. Gerente de Planejamento do Eco Park Campo Grande, Eduardo Nogueira ressalta o aprendizado em gestão de conflitos, sazonalidade e liderança. Já a gerente-geral operacional do AquaRio, Lilian Martins — à frente de uma equipe de quase 270 pessoas —, relata que a troca de experiências permitiu aperfeiçoar fluxos de atendimento em dias de sobrecarga operacional, quando a atração carioca chega a receber mais de 9 mil visitantes em um único feriado.

Serviço

  • Formação: Pós-graduação em Gestão de Parques e Atrativos Turísticos (UCS / ADIBRA / SINDEPAT);
  • Modalidade: Ensino online, com duas imersões presenciais em São Paulo e na Serra Gaúcha (Gramado e Canela);
  • Carga horária: 360 horas;
  • Público-alvo: Profissionais graduados que atuam ou pretendem assumir funções de gestão no setor de entretenimento e turismo;
  • Inscrições: Abertas até 20 de outubro de 2026.

(Fonte: ADIBRA / SINDEPAT / Divulgação)

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